Desde o dia 15 de junho de 2011, os trabalhadores Técnico-administrativos em Educação da Ufma estão em greve por tempo indeterminado, aderindo ao movimento nacional liderado pela FASUBRA – Federação de Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas.
Entre outros, a pauta de reivindicações da categoria inclui em seu bojo, a luta por uma universidade – pública, gratuita e qualidade – que seja instrumento real de mudança para toda a sociedade. O programa de expansão das Instituições Federais de Ensino Superior – IFES implantado pelo Governo Federal desde a Era Lula, que focou principalmente na ampliação da infra-estrutura e número de vagas, não veio acompanhado do investimento necessário de recursos humanos destas Instituições.
Desta forma, o cenário nacional de precarização dos serviços de saúde e educação prestados nas universidades públicas e a desvalorização dos servidores destas Instituições, aliado ao descaso com que o Governo Federal vem tratando as demandas urgentes da categoria, foi estopim para a deflagração nacional da GREVE dos Técnico-administrativos em Educação das universidades públicas de todo o país.
Aqui no Maranhão, a GREVE atinge toda a Ufma, incluindo o complexo hospitalar universitário (Hospitais Dutra e Materno Infantil).
Lutamos por uma universidade pública, gratuita e de qualidade; contra a terceirização; revogação da Lei nº 9.632/98; abertura imediata de concursos públicos pelo regime jurídico da união – RJU, para substituição da mão de obra terceirizada e precarizada em todos os níveis da carreira para as áreas administrativas e dos hospitais universitários; extensão das ações jurídicas transitadas e julgadas com a implantação destes benefícios conquistados pela via judicial; implantação da jornada de trabalho semanal de 30 horas para os servidores da Ufma como já acontece em outras universidades do país; reposicionamento de Aposentados; racionalização de cargos; mudança no anexo IV (incentivos de qualificação); devolução do vencimento básico complementar absorvido (VBC); isonomia salarial e de benefícios e piso de três salários mínimos e step 5%.
Nesse sentido, solicitamos o apoio da Sociedade Maranhense ao movimento grevista dos servidores da Universidade Federal do Maranhão – Ufma, pois sabemos que a Ufma é de todos os maranhenses, que devem se beneficiar dos seus serviços – ensino, pesquisa e extensão – com profissionais valorizados, capacitação e contratados através de concurso público como reza a Constituição Brasileira.
Fonte: Imprensa Sintema